quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Consternação


vento
pensamento
solidão

tempo
retrato
intuição

universo
acaso
promessa

desejo
silêncio
silêncio

nada mais
interessa.



(Brasília, 19 de agosto de 2009)

Menina flor


Menina flor
Flor da rosa
Rosa do amor
Amor do verso
Que canta cor
Espanta tristeza
Cessa o pranto
Envolve feitiço
Que pureza
Que encanto
Que olhar
Que sorriso
Ah! Que sorriso



(Brasília, 19 de agosto de 2009)

Ponderação


Se ele é quem insinua minha criatividade
e eu, as flores que desabrocham ao seu redor,
o que somos nós juntos?

O sentimento inspirador da arte
na qual a primavera faz parte.



(Brasília, 19 de agosto de 2009)

sábado, 15 de agosto de 2009

Soneto da Canção Vazia II


No espelho, sua imagem não reflete
Repete apenas sua roupa e seu cheiro
Que toma conta do meu corpo inteiro
Em cada detalhe, cada peça que me veste

Nas manhãs sem sono, com alguma dor
Em meus ouvidos cansados soa vago
O toque toque do seu sapato
Caminhando sem parar pelo corredor

Entristeço sem meu melhor abrigo
Que tantas vezes se abrigou comigo
Pra tentar escapar da verdade

Então me apego ao violão
Vazio é o título da canção
E o nome do vazio é saudade



(Brasília, 15 de agosto de 2009)

Soneto da Canção Vazia I


Quem foi que soprou em meus ouvidos
Que depois dos trovões tudo ficaria bem
Estou sem você, você sem ninguém
Dois seres sozinhos, perdidos

Já não ouço o ronco do seu motor
Seus livros são poeira no armário
Nossa canção já não toca na rádio
A fotografia não tem a mesma cor

Com meu coração descompassado
Ouço com fervor o seu passo
Quem dera fosse realidade

Então me apego ao violão
Vazio é o título da canção
E o nome do vazio é saudade



(Brasília, 15 de agosto de 2009)