sábado, 3 de julho de 2010

Ciúme




Tempestade rondou minha morada,
Chuva forte a fim de me molhar.
Ventania enfurecida, que desgraça,
invadiu minha alma com todo seu pesar.

A ira usurpa a minha calma.
Meu ego agora é teu, ciúme.
Feito chama, tu me devoras,
embriaga-me voraz com teu lume.

Falta-me o céu, falta-me chão firme,
falta-me paredes para nelas escorar.
Noite n'alma, puro breu.

Coração hipócrita comete um crime:
Enlaça, algema, querendo se apropriar
daquilo que não é seu.


(Brasília, 03 de julho de 2010)